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Chile amplia faixa para redes privadas 5G; Codelco será o primeiro caso

A Subtel estendeu até 2.360 MHz a faixa para redes industriais privadas. O uso dos 60 MHz completos exige tecnologia mais eficiente; o anúncio não lança um serviço móvel público.

Sede do ministério chileno em Santiago (2023). Foto de arquivo; não mostra uma rede 5G. Carlos yo · CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons) · CC BY-SA 4.0 · Recorte editorial para adaptar o formato

A Subsecretaria de Telecomunicações do Chile (Subtel) anunciou em 8 de outubro uma mudança na norma para redes privadas industriais. A faixa destinada a serviços limitados passa de 2.300 até 2.360 MHz, com largura total de 60 MHz. Segundo o órgão, a Codelco será a primeira empresa a aplicar a atualização. Trata-se de uma condição regulatória para projetos industriais, não de uma expansão já medida da cobertura móvel pública. [1][2]

Uma rede privada atende às operações de uma organização numa área delimitada, por exemplo conectando equipamentos, sensores ou processos de uma instalação industrial. Ela difere de uma rede comercial aberta aos clientes de uma operadora. A Subtel explicou que usar os 60 MHz completos dependerá de tecnologias mais eficientes, como 5G ou superiores. Projetos industriais que mantenham 4G poderão solicitar no máximo 40 MHz nessa faixa. A diferença é tecnológica; não promete disponibilidade nacional de 5G. [1]

A autoridade exige ainda delimitar a área de serviço, inclusive os ambientes internos, e avaliar interferências prejudiciais a sistemas já autorizados na mesma faixa ou em faixas vizinhas. Essas condições importam porque o espectro não representa capacidade sem limites: redes diferentes precisam coexistir. A norma oferece mais espaço para automação industrial, sensores e transmissão de dados, mas cada implantação continua sujeita às próprias condições técnicas e autorizações. [1]

O comunicado aponta a Codelco como primeira usuária da atualização e menciona aplicações potenciais na mineração, entre elas automação e inteligência artificial. Não identifica uma mina específica nem apresenta medições de uma rede nova ou resultados de produtividade. Portanto, não se pode afirmar que os 60 MHz já operem em todas as instalações da companhia. A cobertura do InfoNexo acompanha o anúncio da Subtel; é outro veículo, mas não uma verificação independente em campo. [1][2]

Para profissionais de telecomunicações, a mudança estabelece quanto espectro uma rede industrial pode solicitar conforme a tecnologia empregada e como sua operação deve ser delimitada. Ainda será necessário verificar se outras empresas pedirão autorizações e divulgarão casos de uso medidos. A Subtel cita 5.5G e a futura evolução para 6G como possibilidades tecnológicas. O anúncio não coloca uma rede 6G em serviço nem dispensa testes e permissões para cada projeto. [1]

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