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SpaceX fecha acordo por espectro para plano de operadora móvel da Starlink nos EUA

A compra de frequências de 800 MHz ainda depende da FCC. A Starlink pretende combinar satélites e rede terrestre; em outros países, atua com operadoras locais.

Satélites Starlink vistos do Novo México em 2022. Foto de arquivo; não mostra a rede móvel planejada. M. Lewinsky / NOIRLab · CC BY 4.0 (Wikimedia Commons) · CC BY 4.0 · Recorte editorial para adaptar o formato

A SpaceX fechou em 8 de outubro um acordo para adquirir da Grain Management uma carteira nacional de licenças de espectro na faixa de 800 MHz nos Estados Unidos. A transação ainda depende de aprovação da Comissão Federal de Comunicações (FCC), mas avança o objetivo declarado de transformar a Starlink Mobile em operadora com rede própria. Não se trata de compra concluída nem do lançamento de uma nova assinatura celular disponível hoje. A Grain confirmou o acordo e a condição regulatória; a SpaceX apresentou uma futura rede que combina enlaces por satélite e instalações terrestres. [1][2]

A faixa baixa de 800 MHz pode percorrer distâncias maiores e atravessar obstáculos com mais facilidade que frequências mais altas. A SpaceX afirma que adquiriria até 14 MHz de espectro pareado, com frequências separadas para transmissão e recepção, para complementar a capacidade satelital em torno de 2 GHz. Um objetivo específico é alcançar aparelhos dentro de edifícios, onde um sinal direto vindo do espaço enfrenta limitações. Essas vantagens físicas ainda não comprovam cobertura, velocidade ou capacidade comercial comparáveis às operadoras nacionais. [2][3]

A Ars Technica examinou o processo apresentado à FCC: a SpaceX propõe instalar rádios e antenas em torres, telhados e outras estruturas. Portanto, o plano não consiste simplesmente em substituir todas as torres por satélites. A empresa também informa autorização para a nova constelação móvel, mas lançar satélites e obter licenças não resolve, por si só, custos, permissões locais, interconexão e construção de uma rede terrestre. O anúncio analisado não informa preço ao consumidor, planos ou data de estreia de uma oferta própria nos EUA. [2][3]

Fora dos Estados Unidos, a Starlink já fornece conexão direta ao celular por meio de parcerias com operadoras móveis. No Chile, por exemplo, a Entel descreve um serviço para aparelhos compatíveis em áreas sem cobertura terrestre e com visão desobstruída do céu. O cliente utiliza a oferta móvel da Entel; isso não significa que a Starlink tenha lançado uma operadora móvel terrestre própria no Chile. Na Nova Zelândia, a One NZ também integra a tecnologia satelital da Starlink à sua própria rede móvel. O novo acordo de espectro de 800 MHz diz respeito aos Estados Unidos; não estabelece a Starlink como operadora terrestre de varejo no Chile ou na Nova Zelândia. [2][4][5]

O impacto potencial é expressivo porque a SpaceX busca deixar de apenas complementar redes de terceiros para disputar diretamente clientes móveis em seu mercado de origem. O que está comprovado hoje é o acordo de compra, a intenção de construir uma arquitetura híbrida e o serviço satelital já prestado com parceiros. Ainda faltam verificar a aprovação da transferência, a implantação da rede, as condições comerciais e o desempenho real. A fotografia de satélites Starlink que acompanha esta notícia é de arquivo de 2022 e não mostra a futura rede móvel. [1][2][3][4]

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