América Latina
Peru registra recorde de portabilidade de linhas móveis pós-pagas em agosto
A OSIPTEL contabilizou 451.029 linhas pós-pagas transferidas, 79,53% das portabilidades móveis do mês. Claro e Entel ganharam linhas nessa troca; o número não mede crescimento líquido do mercado.
A reguladora peruana OSIPTEL informou em 7 de setembro que 451.029 linhas móveis pós-pagas mudaram de operadora em agosto, o maior total mensal desse segmento desde o relançamento da portabilidade em 2014. Elas representaram 79,53% das 567.151 portabilidades móveis do mês. Para as empresas, o resultado mostra a disputa por clientes que mantêm o número; para os usuários, indica que a troca de prestadora continua amplamente utilizada. Não significa que o mercado móvel tenha ganhado essa quantidade de assinantes. [1][2]
A portabilidade permite conservar o número telefônico ao transferir uma linha para outra companhia. A OSIPTEL afirma que o procedimento é gratuito, leva menos de 24 horas e se efetiva na madrugada seguinte à solicitação. Os números vêm do administrador da base centralizada de portabilidade. De janeiro a agosto de 2026, 4,22 milhões de linhas concluíram o procedimento, segundo a reguladora. Uma pessoa pode possuir várias linhas ou mudar mais de uma vez; portanto, o total de portabilidades não corresponde ao de pessoas diferentes. [1]
A Claro teve saldo líquido positivo de 39.755 linhas em agosto: recebeu 200.899 e perdeu 161.144. A Entel ganhou 9.462 linhas líquidas. Já a Movistar perdeu 22.416 e a Bitel, 26.836 nas trocas entre prestadoras. O saldo da portabilidade é a diferença entre linhas recebidas e cedidas nesse processo; não inclui necessariamente novas ativações, cancelamentos definitivos nem todos os movimentos de clientes. A OSIPTEL também registrou saldo positivo de 34 linhas para a Guinea Mobile. [1][2]
O recorde mensal anterior do segmento pós-pago, 438.929 portabilidades, havia ocorrido em julho de 2026. A comparação trata do mesmo segmento em dois meses, e não do total de portabilidades de julho frente ao de agosto. A cobertura do jornal Gestión e de outros veículos reproduz as cifras da OSIPTEL, oferecendo divulgação e contexto, mas não uma medição independente do administrador da base. A reguladora não atribuiu o aumento a uma promoção, mudança de preço ou melhoria de rede específica; o levantamento publicado não sustenta essa conclusão causal. [1][2]
A elevada participação do pós-pago pode ter consequências para a conquista e retenção de clientes com contratos mensais, embora o relatório não apresente receitas ou rentabilidade por operadora. Também não mede, isoladamente, cobertura ou qualidade do serviço. Os próximos resultados ajudarão a saber se agosto foi um pico isolado ou parte de uma tendência. Por enquanto, o que está comprovado é o volume de transferências e os ganhos e perdas líquidos pela portabilidade. [1]
Fontes
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