América Latina
CRC da Colômbia pede acesso verificável na integração COMCEL–Azteca
O regulador considera insuficientes os compromissos da COMCEL para proteger o acesso atacadista à rede da Azteca. A autoridade de concorrência SIC ainda decidirá sobre a operação.
A Comissão de Regulação de Comunicações da Colômbia (CRC) enviou em 20 de outubro um parecer técnico complementar à Superintendência de Indústria e Comércio (SIC) sobre a integração proposta entre a COMCEL, que opera a marca Claro, e a Azteca Comunicaciones Colombia. A CRC considera insuficientes os compromissos oferecidos pela COMCEL para garantir o acesso de outras operadoras à rede. Cabe à SIC decidir sobre a autorização; a CRC não aprovou nem rejeitou a operação. [1]
Segundo o regulador, mais de 250 operadoras utilizam essa infraestrutura. Em 778 das 874 rotas analisadas, a COMCEL passaria a ser a única fornecedora de fibra, e a transação incorporaria cerca de 32 mil quilômetros de rede em 893 municípios. São estimativas da CRC para uma operação proposta, não efeitos já concretizados. Valora Analitik e La República noticiaram o novo parecer com base na análise do regulador. [1][2][3]
A CRC recomendou condições exigíveis de capacidade, qualidade e tratamento não discriminatório, auditorias independentes e ausência de vencimento automático. Afirmou que a obrigação formal de oferecer acesso, por si só, não impediria atrasos em expansões ou reparos que prejudiquem concorrentes. Se a SIC autorizar a integração, decidirá quais condições impor. A foto de arquivo mostra uma loja da Claro em Bogotá em 2017, não a rede objeto da operação. [1]
Fontes
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