Notícias e análises de telecomunicações
TELCOBRIEF

Caribe

EllaLink propõe novo corredor submarino para o Caribe com meta de serviço em 2029

A empresa iniciou o desenvolvimento do Caribbean Gateway a partir da Guiana Francesa. Ainda faltam compromissos de conexão e financiamento; não há serviço comercial disponível.

Instalação na inauguração da EllaLink em Sines (2021). Foto de arquivo; não mostra o Caribbean Gateway. Odjair Baena / MCTI · CC BY 2.0 (Wikimedia Commons) · CC BY 2.0 · Recorte editorial para adaptar o formato

A EllaLink anunciou em 29 de setembro o Caribbean Gateway, projeto de cabo submarino que partiria de Caiena, na Guiana Francesa, para conectar territórios do Caribe à sua rede entre Europa e Brasil. A empresa tem o fim de 2029 como meta para o início do serviço. Por enquanto começou a fase de desenvolvimento: as conexões caribenhas descritas ainda dependem de compromissos locais, financiamento e construção. Para operadoras e instituições, a proposta abre a possibilidade de outra rota internacional, não uma capacidade que possa ser contratada hoje. [1][2]

O traçado apresentado segue para Martinica e Guadalupe, com um segmento ocidental previsto para Aruba, Curaçao e Bonaire. A EllaLink também cita Suriname, Guiana, Trinidad e Tobago, Barbados e várias ilhas do arco oriental. Nem todo território teria necessariamente um ponto próprio de chegada. A empresa prevê ramais a partir do cabo principal ou interconexão pela Martinica. A diferença importa porque acesso e controle comercial dependerão do acordo efetivo e da infraestrutura construída. [1]

Pelo modelo proposto pela EllaLink, a entidade local seria proprietária de seu ramal, teria direito de uso de capacidade no cabo principal e definiria como oferecê-la. A companhia apresenta o sistema como aberto e neutro para diferentes operadoras. A EllaLink informa que a Telesur, do Suriname, foi a primeira interessada por meio de carta de intenção. Carta não é contrato definitivo: a EllaLink ainda precisa converter manifestações em compromissos firmes e concluir a estrutura financeira antes das obras. Não divulgou uma lista de ramais financiados nem preços de acesso por mercado. [1][2]

A base técnica seria o Lum@link, conexão de aproximadamente 2.100 quilômetros entre Caiena e o sistema EllaLink próximo ao Brasil. Segundo a empresa, a instalação marítima terminou, mas a entrada em serviço é esperada apenas para o fim de 2026. Isso difere do cabo transatlântico Sines–Fortaleza, em operação desde 2021, e do novo Caribbean Gateway, ainda em desenvolvimento. A rede existente dá uma base ao projeto, mas não significa que as ilhas anunciadas já estejam conectadas. [1]

A preocupação regional está documentada: em comunicado de 6 de outubro, a União de Telecomunicações do Caribe pediu mais diversidade de cabos e estratégias de resiliência. A resolução não aprova nem financia este projeto específico. Uma rota adicional poderia reduzir a dependência de corredores atuais se for construída e ligada às redes locais; o benefício real dependerá do desenho final, dos acordos e da operação. Contratos de conexão, financiamento e início da construção são os próximos marcos verificáveis. [1][3]

Informar um erro →

Explorar com IA

Ferramentas externas. Suas respostas não são conteúdo editorial verificado pelo TelcoBrief e podem conter erros.

Voltar à capa
Ver a seção regional: Caribe →