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México abre licitação de espectro para redes industriais em 72 regiões

A CRT oferece 60 MHz na faixa de 2,3 GHz para redes especializadas. As regras foram publicadas, mas ainda não houve adjudicação de frequências nem lançamento de serviço.

Parque industrial em Querétaro, 2012. Foto de arquivo; não mostra uma rede desta licitação. Omar David Sandoval Sida · CC BY-SA 3.0 · CC BY-SA 3.0 · Recorte editorial para adaptar o formato

A Comissão Reguladora de Telecomunicações do México publicou a convocatória e as regras da licitação CRT-RRI-01-2026, voltada a redes de radiocomunicação inteligentes. O processo oferece 60 MHz da faixa de 2,3 GHz para prover capacidade a ambientes produtivos. A primeira fase abrange 72 regiões industriais; uma segunda poderá oferecer cobertura por polígonos se restar espectro. A publicação das regras definitivas é o fato novo. Ainda não há vencedores nem redes comerciais decorrentes desta licitação. [1][2]

O desenho final prevê três blocos de 20 MHz em cada região industrial. O regulador estabelece concessões de dez anos e permite que um eventual vencedor adie por até um ano a entrega do título enquanto prepara estudos, procedimentos ou infraestrutura. Essa flexibilidade não representa uma data de início do serviço. O calendário e os documentos oficiais estão no portal da CRT. Os interessados deverão manifestar interesse de 19 a 23 de outubro de 2026. [1][2]

A licitação atende a necessidades como automação, sensores e comunicação dentro de instalações industriais. Não é, por si só, um leilão para ampliar a cobertura móvel de massa. Também não impõe uma arquitetura 5G específica: as regras são tecnologicamente neutras. Essa distinção importa porque uma concessão de espectro industrial, mesmo depois de adjudicada, não demonstra que usuários de celulares tenham acesso a um novo serviço 5G comercial. O resultado dependerá dos projetos apresentados, da atribuição do espectro e da construção efetiva das redes. [2][3]

Segundo a análise do El Economista, a versão final elevou a oferta prevista na consulta de 40 para 60 MHz, ampliou de 60 para 72 as regiões industriais e retirou o limite territorial antes proposto para projetos por polígono. O veículo relaciona as mudanças à escala de diferentes projetos e às condições de concorrência. Essa comparação examina o desenho regulatório; não comprova que os investimentos ou ganhos de produtividade esperados pelo regulador já tenham ocorrido. [2][3]

Para operadoras, integradores e empresas industriais, a próxima questão é quem manifestará interesse, em quais condições apresentará ofertas e que áreas pretende atender. O resultado mostrará se o modelo abre espaço a provedores especializados ou deixa demanda sem atendimento. A fotografia de 2012 mostra um parque industrial em Querétaro. É uma imagem de arquivo do tipo de ambiente visado pela convocatória, e não uma instalação conectada por este processo. [1][2][3]

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