América Latina
México abre licitação de espectro para redes industriais em 72 regiões
A CRT oferece 60 MHz na faixa de 2,3 GHz para redes especializadas. As regras foram publicadas, mas ainda não houve adjudicação de frequências nem lançamento de serviço.
A Comissão Reguladora de Telecomunicações do México publicou a convocatória e as regras da licitação CRT-RRI-01-2026, voltada a redes de radiocomunicação inteligentes. O processo oferece 60 MHz da faixa de 2,3 GHz para prover capacidade a ambientes produtivos. A primeira fase abrange 72 regiões industriais; uma segunda poderá oferecer cobertura por polígonos se restar espectro. A publicação das regras definitivas é o fato novo. Ainda não há vencedores nem redes comerciais decorrentes desta licitação. [1][2]
O desenho final prevê três blocos de 20 MHz em cada região industrial. O regulador estabelece concessões de dez anos e permite que um eventual vencedor adie por até um ano a entrega do título enquanto prepara estudos, procedimentos ou infraestrutura. Essa flexibilidade não representa uma data de início do serviço. O calendário e os documentos oficiais estão no portal da CRT. Os interessados deverão manifestar interesse de 19 a 23 de outubro de 2026. [1][2]
A licitação atende a necessidades como automação, sensores e comunicação dentro de instalações industriais. Não é, por si só, um leilão para ampliar a cobertura móvel de massa. Também não impõe uma arquitetura 5G específica: as regras são tecnologicamente neutras. Essa distinção importa porque uma concessão de espectro industrial, mesmo depois de adjudicada, não demonstra que usuários de celulares tenham acesso a um novo serviço 5G comercial. O resultado dependerá dos projetos apresentados, da atribuição do espectro e da construção efetiva das redes. [2][3]
Segundo a análise do El Economista, a versão final elevou a oferta prevista na consulta de 40 para 60 MHz, ampliou de 60 para 72 as regiões industriais e retirou o limite territorial antes proposto para projetos por polígono. O veículo relaciona as mudanças à escala de diferentes projetos e às condições de concorrência. Essa comparação examina o desenho regulatório; não comprova que os investimentos ou ganhos de produtividade esperados pelo regulador já tenham ocorrido. [2][3]
Para operadoras, integradores e empresas industriais, a próxima questão é quem manifestará interesse, em quais condições apresentará ofertas e que áreas pretende atender. O resultado mostrará se o modelo abre espaço a provedores especializados ou deixa demanda sem atendimento. A fotografia de 2012 mostra um parque industrial em Querétaro. É uma imagem de arquivo do tipo de ambiente visado pela convocatória, e não uma instalação conectada por este processo. [1][2][3]
Fontes
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