América Latina
Operadoras virtuais ganham linhas por portabilidade na Colômbia
A CRC informou saldo positivo próximo de 17 mil linhas para as OMVs no segundo trimestre. O resultado coincide com a redução de tarifas de atacado, mas um trimestre não comprova causalidade.
As operadoras móveis virtuais colombianas receberam por portabilidade cerca de 17 mil linhas a mais do que perderam entre abril e junho de 2026, segundo análise publicada em 2 de outubro pela Comissão de Regulação das Comunicações (CRC). Um ano antes, o saldo havia sido negativo em aproximadamente 19 mil linhas. A mudança importa porque essas concorrentes, que prestam serviço usando redes de terceiros, ganharam espaço em um mercado liderado por empresas com infraestrutura própria. O saldo mede transferências de linhas, e não o crescimento total de clientes. [1][2]
No trimestre ocorreram 1,29 milhão de portabilidades, 21,4% menos do que no mesmo período de 2025. A portabilidade permite manter o número ao trocar de prestadora. A Móvil Éxito ganhou 8.400 linhas líquidas por esse mecanismo; a ETB, 6.400; a Suma, 2.100; a Plintron, 700; e a Liwa, 600, conforme a CRC. São valores arredondados publicados pela reguladora e não devem ser somados para reconstruir um total exato. [1]
Os resultados coincidem com o primeiro trimestre completo após a redução de até 82,2% das tarifas reguladas de acesso no atacado, vigente desde 1º de abril. Essas tarifas são pagamentos que uma operadora virtual pode fazer para usar a rede de outra empresa. A redução pode ampliar sua margem comercial, mas a própria CRC alerta que um trimestre não basta para atribuir a ela o saldo positivo. Outros veículos repercutiram os números oficiais; a cobertura não equivale a uma medição independente. [1][2]
Entre as operadoras com rede própria, a Claro registrou saldo positivo de 207.700 linhas e a WOM, de 50.100. A Movistar perdeu 15.800 linhas líquidas e a Tigo, 259.100. As marcas Tigo e Movistar aparecem separadamente no relatório mesmo após a mudança de controle operacional da Movistar anunciada em fevereiro. Nenhum desses saldos, isoladamente, representa todas as ativações e desconexões comerciais de uma prestadora. [1][2]
A CRC também registrou 124.400 pedidos de portabilidade rejeitados, queda de 42,1% em relação ao ano anterior; 95,1% das rejeições envolveram pedidos sem titularidade ou autorização comprovada. Outras regras, como o prazo mínimo para voltar à operadora de origem a partir de setembro e o canal digital de cancelamento desde outubro, ainda não vigoravam plenamente no trimestre analisado. Os próximos dados mostrarão se as operadoras virtuais mantêm o ganho e se as dificuldades para mudar de empresa continuam diminuindo. [1]
Fontes
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