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Espanha ativa números 400 para identificar ligações comerciais e exige adaptação das redes

Desde 17 de outubro, empresas abrangidas pela regra devem usar números de nove dígitos iniciados por 400. A faixa facilita reconhecer uma oferta antes de atender, mas não elimina chamadas fraudulentas.

Teclado telefônico. Fotografia ilustrativa de arquivo de 2019; não mostra a implantação do 400 na Espanha. Tony Webster · CC BY-SA 2.0 (Wikimedia Commons) · CC BY-SA 2.0 · Recorte editorial para adaptar o formato

A Espanha colocou em vigor em 17 de outubro a faixa 400 para ligações comerciais de empresas abrangidas pela nova obrigação. São números nacionais de nove dígitos: os três primeiros identificam uma chamada de venda antes de o usuário atender. A resolução publicada em abril deu seis meses para habilitar a faixa nas redes. Os números 400 permitem apenas ligações de saída e não podem ser usados no atendimento ao cliente. [1][2]

As operadoras também precisam se adaptar. A CNMC atribui os blocos de numeração e as redes precisam aceitá-los. Segundo registros examinados pelo ADSLZone, Telefónica, Vodafone, Orange e Digi já possuem blocos 400. A atribuição a uma operadora não significa que toda ligação daquele bloco parta da própria empresa: ela pode prestar serviço a terceiros. O ministério afirma que as operadoras poderão bloquear chamadas aparentemente comerciais feitas de outras faixas com base em padrões de tráfego. [1][2][3]

A faixa 400 indica a finalidade declarada de uma ligação, mas não garante legitimidade nem acaba sozinha com fraudes ou falsificação de números. Se uma ligação comercial chegar de outra faixa, o ministério aponta o órgão de atendimento ao usuário de telecomunicações e a CNMC como canais de reclamação. A fotografia mostra um teclado telefônico de arquivo de 2019: ilustra a numeração, não uma chamada ou rede espanhola de 2026. [1][4]

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